Passos Coelho e a RTP

Passos Coelho esteve bem acalmar a "histeria" sobre a RTP, a expressão é dele. E disse o que tem de ser dito. Primeiro, que é importante sabermos que serviço público queremos ter. Segundo,que é importante saber quanto dinheiro queremos gastar com ele. São exactamente esses os dois pontos fundamentais da questão. Pela minha parte, quero uma RTP 1 que faça aquilo que os privados não fazem bem, e não o que eles fazem. Não faz sentido o Estado gastar o nosso dinheiro com concursos, filmes de Hollywood, jogos de futebol, ou séries de segunda categoria. Isso existe a granel nos canais privados e no cabo. Só faz sentido a RTP fazer informação, nacional e regional; fazer revelação, documentários, etc; fazer recordação (memória); e fazer ficção nacional de qualidade, nomeadamente séries históricas que os privados não fazem porque são muito caras. Assim, parece-me que chegava perfeitamente ter um canal aberto (RTP 1) e depois ter quatro canais no cabo (RTP 2, RTP Memória, RTP Informação, e RTP ficção). A RTP África e a Internacional podiam ser substituídas por estes canais nos satélites, que ninguém perdia nada com isso. E para pagar um canal aberto e quatro no cabo chegam perfeitamente os 160 milhões de euros que o Estado ganha com o pagamento da taxa de televisão. Neste cenário, a RTP 1 não devia ter publicidade, e devia ser vendida mais uma licença a um operador privado, para tomar o lugar da RTP 2 nos canais abertos.  

publicado por Domingos Amaral às 10:30 | link do post