As mulheres e os elogios

Sempre pensei que as mulheres gostassem de receber elogios mas ontem, em conversa com duas mulheres, percebi que isso não é assim tão óbvio. Sim, é verdade, elas gostam de elogios, mas só até certo ponto. Não gostam de elogios em demasia, não gostam que um homem fique pateta a olhar para elas, sempre a babar, tipo cachorrinho embevecido. É claro que também não gostam nada de um homem que as ignora e pura e simplesmente não lhes faz qualquer elogio e portanto a dificuldade está em perceber qual a "dose certa" de elogios que se deve dar a uma mulher. Até porque, como todos sabemos por experiência própria, cada mulher tem uma sensibilidade especial e única, e portanto a "dose certa" de elogios para uma pode ser já um excesso para outra, ou muito pouco para uma terceira. É como certos remédios, há quem tome meio, um, dois e até quem tome três. Encontrar a "dose certa" é pois uma actividade complexa, até porque a "dose certa" pode variar para a mesma mulher, por exemplo consoante a hora ou o dia. O que é uma "dose certa" de manhã ao acordar pode tornar-se desagradável à tarde, depois de um cansativo dia de trabalho, e voltar a ser encantador à noite, em plena pista de dança. Será então possível encontrar uma regra que funcione? Nada é fácil no que toca a mulheres, mas a mim parece-me que uma regra de três simples é capaz de funcionar. Num dia damos três elogios diferentes, a três horas do dia diferente, e depois estamos três dias sem dar nenhum elogio. Três. Simples.

publicado por Domingos Amaral às 12:13 | link do post